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NOVAS HISTÓRIAS - José Luís Porfírio

ARTE  PARIETAL

O título deste texto provem das paredes da casa da Teresa Magalhães, lá mesmo no centro do centro de Lisboa, no Chiado, que visitei para ver estas pinturas colagens. Na maior parte dos casos o papel que cobria as paredes de algumas salas era também utilizado nos seus trabalhos, noutros casos, era um papel mais antigo e menos neutro que parecia; esse também tinha relação com a casa e o seu passado familiar e antigo, pois já lá viveram os avós da Teresa e ainda lá estão, lindíssimos, dançando numa fotografia, eles que eram professores de danças de salão. Mas a pintura, esta pintura, é outra dança.
A intenção clara da pintora é a da reutilização de materiais, o já mencionado papel de parede; imagens fotográficas as mais variadas que trazem consigo o tempo e com eles as suas histórias aquelas mesmas que dão título à exposição, e a pintura própria, cortada e recortada, a fim de fazer a ponte entre as imagens – memórias e os papéis – presenças da casa onde vive e trabalha; e ponte porquê? Porque sublinha e comenta, torna-se barroca quando uma imagem barroca surge, ou, exactamente ao contrário, joga num contraponto convulsivo e sensual na sua relação com as texturas bem mais regulares do papel de parede, ou constrói uma gaiola para um mocho (belíssimo) que o seu neto desenhou. Não há passado nestes trabalhos, malgrado a sua presença evidente, nem há futuro, há sim e continuadamente, uma exaltação contínua do presente, uma oferenda à vida vivida e por viver.

AQUI!

AGORA!

JÁ!

 

José Luís Porfírio

Nossa Senhora da Graça da Póvoa e Meadas

26 de Janeiro de 2015

Por decisão pessoal o autor não escreve segundo o acordo ortográfico de 1999

 


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